quinta-feira, 11 de novembro de 2010

quarta-feira, 31 de março de 2010

Outdoor

 
janelacomchuva


Eu não lhe disse?
que os cristais verdes que caíam pela vidraça
eram sinais apenas de um até logo?
Eram sinais de chuva de verão,
daquela chuva que dá e passa e ainda
leva as dores do meu coração?
Eu não lhe disse?
que o dia amanheceria glorioso feito um diamante
já pronto e maduro na janela?
Agora fale-me de você,
conte-me alguma coisa da sua vida...

domingo, 28 de março de 2010

Acordes



a manhã entra pela janela
assim, amarela...
e o meu bem todo vestido de azul
deixo no quadro alguns papéis
escritos sobre a beleza de alguém
e um desenho: contorno gracioso
do corpo de alguém e saio
o meu dia começa assim:
amarelo e azul

sábado, 27 de março de 2010

Perguntas…

esperando

Eu não sei o que se passa
Quero que você me diga
Como foi que deixamos o amor acontecer
Eu sabia, você sabia
Que tínhamos apenas uma noite
Mas deixamos que o dia clareasse
Pra perguntarmos um ao outro:
— E agora?

quinta-feira, 25 de março de 2010

La Bella Luna

LakeRiverThing

Só eu sei
o tempo que passou
e o tempo que ainda nos espera.
Só eu sei que tenho a lua
a refletir no horizonte a sombra
de duas lindas silhuetas.
E quando amanhece o dia
só eu sei
que os pingos de sol que tenho nas mãos
são os botões de ouro que enfeitam
sua roupa.

sábado, 13 de março de 2010

Eu não sei

tribalwoman  
Seja você o sol ou a chuva,
Uma flor, um cheiro agradável de perfume.
Seja você o silêncio ou uma palavra apenas,
Um poema já pronto, uma rima qualquer.
Seja você um homem ou uma mulher.
E se você for a noite ou se for a lua,
Venha e abrace o meu corpo inteiro,
Devagar...

quarta-feira, 10 de março de 2010

António, meu escritor favorito

António, meu escritor preferido

É noite. Está escuro também dentro de mim.
Tantos dias se passaram e não chegou nenhuma carta dele.
Mais uma madrugada sei que vou custar a dormir.
Vou ficar lembrando dos poemas que recitamos, das palavras que escrevemos, das músicas que ouvimos, da minha louca vontade de descansar.
É. Talvez ele tenha razão quando diz que não devemos confundir sentimento.
Talvez eu esteja enganada quando digo que o amo apenas como amigo.
Mais uma madrugada vou dormir aquele sono confuso, que não descansa.
Sonhar com a sua imagem no meu porta-retratos.
Imagem que eu mesma criei em branco e preto e que um belo dia sonho colorir.
Amanhã devo receber notícias da grande feira de livros que acontece em Lisboa.
Uns versos ternos de Pedro Ayres Magalhães.
Uma carta cheia de saudade.
Quero ter certeza que ele está bem.
E que esta é a última noite, a última madrugada que passo sem ele, sem o meu escritor preferido, que eu amo tanto e não sei de que jeito.



Leninha

segunda-feira, 8 de março de 2010

Um Mundo de Mulheres


Éramos uma idéia e um caminho. Éramos contraditórias e confusas. Éramos mãe, esposa e dona-de-casa. Hoje somos muito mais... Minha bisavó era mulher. Minha avó, também. Mamãe era mulher. Muitas irmãs dela, também. Minha irmã é mulher e tem uma filha que é mulher. Outras sobrinhas são mulheres. Minha dentista é mulher. A pneumologista, a advogada e a dermatologista são mulheres. Minha melhor amiga é mulher. Aquela que pintou o quadro é mulher, que cantou aquela música, também. Minha primeira professora era mulher. Somos aquelas que fazem a história e somos espirituais. Somos aquelas que comungam as mesmas idéias e sonham como poetas. Enaltecemos nossos feitos. Não somos mais parte de um todo, somos O Todo. Somos uma explosão. Somos um fenômeno político-social. Somos Sapho, somos O Segundo Sexo e tornamo-nos mulheres. Chamamo-nos Lourdes, Marlene, Clara, Maria, Iracema, Luciana, Leila, Simone, Zuleica, Gladys, Flávia, Márcia, Lídia... Somos precursoras, somos protagonistas. Ou somos sem nomes: índias, brancas e negras, domésticas, operárias, etc... Somos africanas, americanas, asiáticas, européias ou oceânicas.
Somos a vida, somos a morte,
a alegria e a tristeza.
Somos a rosa e a orquídea,
a felicidade e a angústia.
Somos a sensibilidade.
Somos internacional!

sábado, 6 de março de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

sábado, 23 de janeiro de 2010

Poesia comentada





Natal se aproxima e escolhi para a ocasião dois poemas de Leninha, que tem se dedicado, principalmente, a poemas visuais. Gosto muito deste tipo de poesia, porque é quando a imagem - e não a palavra - nos permite associações mais livres e, de repente, surpresas diante de nossas próprias interpretações.





Não vou comentar os poemas visuais em si, não cairei nesta armadilha, mas não consigo deixar de ressaltar os dois tipos de felicidade tão contrastantes nas duas árvores: a humana, restrita à ironia do "basicamente", do mínimo indispensável para a sobrevivência. Parca. E a segunda, em harmonia com seu meio ambiente, generosa, exuberante e plena. Farta.

Esses dois poemas estão no blog de Leila Míccolis em Poesia Comentada e foram postados por ocasião do Natal.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010





quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Desmesurado